BC Protege+ já bloqueou quase 16 mil tentativas de abertura de contas falsas no Brasil

O BC Protege+, novo serviço do Banco Central voltado à prevenção de fraudes de identidade no sistema financeiro, já apresenta resultados expressivos poucos dias após entrar em operação. De acordo com dados oficiais, o mecanismo conseguiu bloquear 15,9 mil tentativas de abertura de contas com uso indevido de CPF ou CNPJ, evitando que contas fraudulentas fossem criadas em nome de terceiros.

O número reforça a dimensão do problema enfrentado pelo sistema financeiro brasileiro. A abertura irregular de contas é uma das principais portas de entrada para golpes, lavagem de dinheiro e uso de “laranjas” em esquemas criminosos. Ao impedir esse primeiro passo, o BC Protege+ atua de forma preventiva, reduzindo riscos antes mesmo que a fraude aconteça.

A adesão ao BC Protege+ cresce rapidamente

Nos primeiros dias de funcionamento, mais de 329 mil pessoas físicas e jurídicas já ativaram voluntariamente o serviço. Ao mesmo tempo, instituições financeiras realizaram cerca de 8,8 milhões de consultas ao sistema antes de autorizar novas aberturas de contas ou a inclusão de titulares e representantes.

Esses números mostram que o BC Protege+ não é apenas uma ferramenta passiva, mas um instrumento integrado à rotina operacional dos bancos, fintechs e instituições de pagamento, tornando obrigatória a checagem prévia sempre que um novo vínculo financeiro é solicitado.

Como funciona o BC Protege+ na prática

O BC Protege+ permite que cidadãos e empresas manifestem formalmente que não desejam abrir novas contas ou serem incluídos como titulares ou representantes, salvo quando fizerem isso de forma consciente e planejada.

A lógica do sistema é simples e eficaz:

  • O CPF ou CNPJ protegido passa a ter um alerta ativo no Banco Central

  • Antes de abrir uma conta, a instituição financeira é obrigada a consultar a base

  • Se a proteção estiver ativa, a abertura ou inclusão é automaticamente bloqueada

  • O próprio titular pode ativar, desativar ou programar a reativação da proteção

Esse modelo devolve ao cidadão e ao empresário o controle sobre o uso de seus dados no sistema financeiro, criando uma barreira adicional contra fraudes de identidade.

Quem pode usar e quando o bloqueio é indicado

O serviço pode ser utilizado tanto por pessoas físicas quanto por empresas, especialmente em situações como:

  • Quem não pretende abrir novas contas no curto prazo

  • Empresas que desejam evitar o uso indevido do CNPJ

  • Pessoas que já foram vítimas de fraudes ou vazamento de dados

  • Períodos em que golpes costumam aumentar, como datas comerciais, pagamentos de benefícios ou liberações de crédito

A proteção pode ser desativada temporariamente quando o usuário decidir abrir uma conta, com possibilidade de reativação automática após esse processo.

BC Protege+ faz parte de uma estratégia mais ampla contra fraudes

O lançamento do BC Protege+ não é uma ação isolada. Ele se soma a outras iniciativas do Banco Central voltadas à segurança do sistema financeiro, como:

  • Reforços no Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix

  • Avanços em autenticação, rastreabilidade e monitoramento de operações

  • Integração entre instituições para compartilhamento de alertas de risco

O objetivo é claro: dificultar a atuação de criminosos desde a origem da fraude, protegendo consumidores, empresas e o próprio sistema financeiro.

Segurança também é prioridade na AQBank

Além das ferramentas oferecidas pelo Banco Central, a AQBank adota políticas próprias e rigorosas de segurança digital, alinhadas às melhores práticas do mercado financeiro.

Entre os pilares de segurança da AQBank estão:

  • Processos robustos de KYC e validação cadastral, reduzindo riscos desde o onboarding

  • Monitoramento contínuo de operações, com análise de padrões e comportamentos suspeitos

  • Autenticação em múltiplos fatores, protegendo acessos e movimentações sensíveis

  • Criptografia de dados e proteção de informações pessoais, conforme normas regulatórias

  • Educação financeira e orientação aos clientes, reforçando boas práticas de segurança

Essas camadas de proteção atuam de forma complementar a iniciativas como o BC Protege+, criando um ambiente mais seguro para pessoas e empresas que utilizam soluções financeiras digitais.

Em um cenário de aumento dos golpes e uso indevido de dados, segurança deixou de ser diferencial e passou a ser requisito essencial. A combinação entre regulação, tecnologia e políticas internas é o caminho para fortalecer a confiança no sistema financeiro.

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