Black Fraude: o outro lado da Black Friday que todo consumidor precisa conhecer

A Black Friday se consolidou como uma das datas mais importantes do varejo, impulsionando as vendas e movimentando bilhões de reais em poucos dias. Mas enquanto consumidores buscam promoções, criminosos se aproveitam do alto volume de transações para aplicar golpes cada vez mais sofisticados — fenômeno conhecido como Black Fraude.

Os golpes evoluíram, se diversificaram e hoje atingem tanto quem compra online quanto quem compra presencialmente. Por isso, entender como eles funcionam e saber reconhecer sinais de alerta é essencial para evitar prejuízos.

Os golpes mais comuns na Black Friday

1. Sites falsos que imitam lojas conhecidas

Criminosos criam páginas idênticas às de grandes varejistas, com ofertas irresistíveis e preços muito abaixo do mercado.

Sinais de alerta:

  • URL com pequenas alterações (ex.: “.com.shop”, “-ofertas”, “lojaoficial-br”)

  • Ausência de cadeado de segurança (HTTPS)

  • Falta de CNPJ ou informações de contato

  • Forma de pagamento limitada (Pix ou boleto apenas)

2. QR Codes adulterados

Com o aumento do uso do Pix, golpes com QR Code se tornaram comuns. Golpistas substituem códigos legítimos por códigos falsos que direcionam o pagamento para outra conta.

Como evitar:

  • Nunca escaneie QR codes enviados por desconhecidos

  • Sempre confira o nome e o CNPJ antes de confirmar o Pix

  • Em lojas físicas, peça para o atendente gerar um novo código na hora

3. Ofertas enganosas em redes sociais

Perfis falsos no Instagram, Facebook ou TikTok promovem “super ofertas” e direcionam o consumidor para páginas fraudulentas.

Cuidado com:

  • Perfis recém-criados

  • Comentários desativados

  • Links em stories sem verificação

  • Promessas de desconto acima de 70% em produtos caros

4. Clonagem de WhatsApp

Criminosos se passam por lojas, revendedores ou até familiares para pedir pagamentos “urgentes” durante a Black Friday.

Sinais de fraude:

  • Mensagens com senso de urgência exagerado

  • Solicitações de pagamento imediato

  • Contas sem foto ou com nome diferente

5. Golpes no pagamento presencial

Também existem fraudes no varejo físico:

  • Maquininha adulterada

  • Troca de cartão

  • Colocação de películas falsas no visor

  • Cobrança duplicada

Sempre peça para conferir o valor na tela e nunca entregue o cartão fora da sua visão.

6. E-mails de phishing com “promoções exclusivas”

E-mails falsos imitam newsletters de lojas reais.

Sinais de que é golpe:

  • Erros de ortografia

  • Domínios estranhos ou parecidos

  • Links encurtados

  • Anexos suspeitos

  • Ofertas “válidas por poucos minutos”

Como se proteger durante a Black Friday

1. Pesquise a reputação da loja

Antes de comprar, consulte avaliações, redes sociais, histórico de atendimento e reclamações.

2. Compare preços

Golpistas usam preços absurdamente baixos para atrair vítimas. Se o valor é muito menor que o mercado, desconfie.

3. Verifique o domínio do site

O domínio é o maior indicador de legitimidade.
Evite clicar em anúncios impulsionados sem checar o endereço completo.

4. Confira dados antes de pagar

Ao fazer Pix ou cartão:

  • Confirme nome e CNPJ

  • Confira valor e descrição

  • Veja se o destinatário corresponde à loja

5. Evite links enviados por desconhecidos

Sempre vá ao site oficial digitando o endereço manualmente no navegador.

6. Prefira canais oficiais de atendimento

Não resolva pagamentos pelo WhatsApp sem confirmação da empresa por outro meio.

7. Use senhas fortes e autenticação em dois fatores

Isso reduz riscos de invasão e compras fraudulentas em sua conta.

8. Guarde comprovantes

Tenha registros em caso de contestação, troca ou reembolso.

Como identificar quando uma oferta é boa demais para ser verdade

Durante a Black Friday, descontos acontecem — mas dentro de limites reais.

Desconfie quando:

  • O preço está muito abaixo de todas as lojas concorrentes

  • O produto é caro e não existe histórico de desconto parecido

  • Há pressão para comprar “agora ou nunca”

  • O vendedor não fornece nota fiscal

  • Só existe uma forma de pagamento aceita

Boa promoção tem transparência. Golpe tem pressa.

Black Fraude: informação é proteção

A melhor defesa contra golpes é o conhecimento. Em um período em que milhões de brasileiros compram online e no varejo físico, criminosos aproveitam brechas, distrações e a pressa do consumidor para aplicar fraudes sofisticadas.

Ao entender como esses golpes funcionam e seguir boas práticas de segurança, você reduz drasticamente o risco de cair em armadilhas — e aproveita a Black Friday com tranquilidade e confiança.

Anterior
Anterior

Banco Master: entenda o que aconteceu e veja o passo a passo para recuperar seu dinheiro

Próximo
Próximo

PIX completa 5 anos e redefine os meios de pagamento no Brasil e no mundo