Nova regra do MED que agiliza a devolução do Pix em casos de golpes e fraudes entra em vigor
O Banco Central passou a aplicar, desde domingo (23), uma nova regra que aprimora o Mecanismo Especial de Devolução (MED) — ferramenta criada em agosto para reforçar a segurança do Pix e ajudar vítimas de golpes a recuperarem valores desviados.
O objetivo é claro: aumentar a taxa de recuperação do dinheiro e dificultar a atuação de criminosos que usam contas intermediárias para pulverizar rapidamente os valores recebidos.
O que mudou com a nova regra
Até agora, o MED só atuava sobre a primeira conta que recebia o Pix fraudulento, o que tornava o ressarcimento difícil.
Com o aprimoramento, o sistema passa a rastrear todo o caminho do dinheiro, incluindo contas utilizadas como ponte pelos golpistas.
Na prática, o fluxo funciona assim:
o banco da vítima aciona o MED imediatamente;
todas as instituições envolvidas são notificadas;
o sistema acompanha o trajeto completo do valor;
comprovada a fraude, a devolução pode ser feita em até 11 dias.
Esse rastreamento ampliado aumenta as chances de recuperar os valores e agiliza a identificação de contas usadas em esquemas criminosos.
Quando começou a valer e quando será obrigatório
A nova regra entrou em vigor no domingo, 23 de novembro.
Para as instituições, a adoção é opcional por enquanto, mas será obrigatória a partir de 2 de fevereiro de 2026.
O MED em si já existe e está em funcionamento desde agosto, mas agora passa por esse reforço operacional.
A nova regra se soma a outro reforço já existente
O aprimoramento anunciado agora se soma ao recurso lançado anteriormente pelo Banco Central: o botão de contestação, que desde outubro é obrigatório nos aplicativos dos bancos.
Esse botão permite que o usuário registre a suspeita de golpe na hora, sem precisar falar com atendentes — algo que o próprio BC considera essencial para evitar que o dinheiro seja transferido rapidamente para várias contas.
Quanto mais cedo a contestação é aberta, maior a chance de sucesso na recuperação.
O que muda para quem usa o Pix
O usuário passa a ter:
mais proteção: o sistema consegue recuperar o valor mesmo que ele tenha sido repassado para várias contas;
mais rapidez: o prazo máximo para análise e devolução é de 11 dias;
mais facilidade: o registro da suspeita pode ser feito diretamente pelo aplicativo, de forma imediata.
Com isso, o Banco Central busca reduzir prejuízos, coibir práticas criminosas e tornar o Pix ainda mais seguro.